Friday, May 22, 2009

Back for more

Fim do dia, semana. Ao tempo que estou para me sentar um pouco sem ninguém á volta e deixar-me fluir pelos dedos, já que pelo cérebro ainda há descompressão a acontecer. Relembrar é a palavra do momento, este que escrevo. Ao som daqueles que me impressionaram tanto e por tão longo tempo, ainda me é difícil esquecer que é com emoções que se cristalizam lembranças, que me voltam todas as suas letras e próximos acordes, de tanto que os ouvi. Dê por onde der, estes gajos escreveram um capítulo enorme do rock neste mundo, um capítulo no meu mundo. Não deixo de admirar o todo que constituiram. Aqui e ali, dou valor a cada um dos seus caminhos separados - ou pelo menos os mais emblemáticos. Axl, Mckagan, Slash, Sorum... estes foram os heróis do meu cabelo comprido, ainda me tenho a conter a cabeça e o assobio que me saiem naturalmente ao relembrar. Thank´s, Spotify.

Relembrar. É, sem dúvida... o reviver. É sentir outra vez. É olhar para o eu daquele momento. Não difere tanto, se quase algo. Ao olhar para as fotos vem ao de cima o que mal desapareceu, vem o vivido, o sentido que atravessa o então até o agora, em companhia dos pontos de interrogação. Ao mesmo tempo sorrio, porque é no relembrar de uns magníficos Guns N´Roses que me passseio por sensações, que se fundem neste passado que esteve aqui ao lado... WTF. Faz-me confusão a surdez, ou é talvez a frustração que encontro em mim próprio. Ainda é consciente o arrumar, aceitar, ás vezes forçado pela lógica marciana.

A percepção do tempo e a dinâmica das semanas que se levam dentro e fora de casa, do país, do escritório, de mim, das normas, são compiladas á rapidez... que se pode:) Os diversos níveis de pensamento para lidar e absorver as avaliações, as actividades, as saudades, as soluções, as diversões, instruções, agenda, espírito crítico, têm-me no estado Cerelac. Time to go home. Glad to be alive!!!! :D

Thursday, March 26, 2009

Criatividade, procura-se

Não me estou a sentir criativo. Bons dias, Simão. A mente está povoada de palavras, de leitura do metro, de sentimentos guardados, de mensagens, de factos, mas mesmo assim não estou a conseguir canalizar tudo neste preciso momento, está-me a faltar... está. Compreender o que e como é apenas um passo para a aceitação, deixar - letting go - é um outro. Irrita-me a tosse, ou pelo menos serve-me como desculpa. Não sei, não sei o que ou se fazer algo em relação a isso. Apetecia-me agora estar deitado. Bons dias Simão.

Friday, March 20, 2009

Semana acabada

Ligeira e apressada, dou com a semana acabada, partilhamos algo neste momento. estou capaz de ir para casa, onde uma cama convida ao repouso e inerente pensamento do que foi esta última. Foi... variada, that´s for sure. Continua a frustração, sensação que se faz perdurar, acompanhada do malvado se. Tenho pensamentos que se justificam, se anulam, se contradizem e se apoiam, e parece difícil ordená-los por agora, que estou em cima do acontecimento, do sentimento. Está esquisito, cá dentro. Dores roçam-se por razões, sabores encontram momentos, palavras que fazem sentido nesse tempo.

Está na altura de descansar bem, acordar bem. Virá o dia de amanhã, ando á procura do power off, ontem foi um bom começo. Aguenta mais um par de horas, ara parlem catalá.

Wednesday, March 18, 2009

O após

Dou comigo a pensar em nada. Dou comigo a querer pensar em tudo, sensação de sobrecarga, o fim de semana levou-me para algo que senti a necessidade de fazer e trouxe-me exaurido. Sabia ao que ia, ainda assim passar pela vivência é bem mais real do que o pensar. Dói-me a cabeça, coração, o pensar, fui reviver outra e outra vez o que levei tempos a querer esquecer, para dar comigo a frustrar todo o universo que precede o “se”. Ou vários. Agora... estar. Nada.

Travessia até á cidade incubadora das novidades Europeias para me pôr numa tempestade de emoções contrastantes, antagonizantes, sentir novamente o limiar de cada vontade, despoletado por palavras ou simplesmente o estar presente ali, á frente. Drenado. Queria desligar simplesmente, a viagem não foi fácil e ter tido a calma de não enfiar o pé na cara do condutor da ligação com a cidade acabou por ser a melhor solução, para dar lugar á alternativa escrita que o espera hoje.

Fica a frustração de tudo o resto, embrenhada no prazer que por momentos foi rever um sorriso, sentir uma calma interior, estar ao lado de, rir com alegria partilhada, tocar outra vez, genuina e autenticamente. O passeio por todas as sensações revisitadas, o sofrer outra vez, o sentir e perceber porque e como. Estou “gasto”, sinto-me desproporcionalmente viajado, travessia de meses condensado em tudo o que foram 2 dias, cansaço de (re)viver em 2 dias. Intensidade que provavelmente não esperava. Foi necessário, foi bom, foi mau, estou contente, estou triste, estou perplexo, estou incrédulo. Exposto, não podia deixar de viver o honrar, dizer, pedir desculpa, entre gumes que me picam as lembranças que me trouxeram para o aqui.

Ben, cinema, conversas, deleite em sons de riso e levar das horas. A magia daqueles momentos que escreveram futuras memórias encalham na amargura das mazelas reavivadas, amálgama embrulhada em incerteza, insatisfação pelo que podia ter sido, sabido a meias. E é aqui que caio na minha armadilha, correndo o ciclo da repetição, admito. Mas gostei. Muito.

Friday, March 13, 2009

Fim da semana, esta

Sim tem sido preenchido e cheio, este 2009. (In)esperados alguns dos eventos, são e vêm de repente, martelada dada á socapa. E ainda agora vamos no 3º, prometeu e está a cumprir. Espera-me um fim de semana de desconhecido, navegando há uns dias nas minhas ideias chego á 6ª feira á tarde com palavras, cruzadas entre sí, justapostas, enleadas. Passam perguntas de um lado para outro, as respostas também não chegam por ordem, apenas o querer e fazer. Isso.
After all is said and done... Ódio não se muda num dia, acaba de me ocorrer. Passo em frente. Ligar à frustração. Pearl Jam. Seguir para aulas. Chegar e arrumar. Dormir, um pouco.

Mesmo dentro da indústria e ambiente, vou por vezes dar a exemplos de que este mundo onde vivemos é, depende, faz e vive tanto do marketing. Continuo a espantar-me com a qualidade incrível de alguns designers e respectivos sites, bem como da incrível falta da mesma em outros. Hoje há gadgets e nichos de mercado para tudo e qualquer coisa, num clicar quase impulsivo, aterro em ferramentas online que há tempos me pergunto se existirão. É espantoso, o grau de detalhe e o recorte de utilizador a que se chega.

Espera-me, noite. Até para a semana.

Monday, March 9, 2009

Down the hill

Foi no e com o branco da neve e a inclinação das montanhas que vi alguns dos meus medos. Esses têm bilhete e passagem garantidos, por mais longe que vá. Sair daqui fez-me bem, respirar ares diferentes, ver outros sítios e ambiente, encarar com admiração a pequenez do bichinho Homem. Encostas abaixo levei horas em velocidade, passei por receios, enfrentei uma ou outra fobia, caí da minha certeza abaixo uma e outra vez, levei uma boa tareia e trago recordações que são na verdade metáforas do que vejo aqui e ali, na aventura que se chama vida. Descida. Vida. Curvas. Velocidade. Vida. Controlo. Vida. Uma dessas. Curioso como lá em cima não dá muito bom resultado ir a meias, receoso, mão á frente. Há fazer, há certezas. Meio é pouco, a gravidade não demora muito a mostrar que não dá grandes resultados. Gelo, queda, dôr, lembrete que condiciona mas liberta. Vi com algum custo quanto preciso de sentir que controlo, que me fazia aflição a altura e o medo constante de me aproximar das beiras. As curvas para dentro, o não ver imediatamente tudo. Bom exercício de controle de pânico. De ponta a ponta, aproveitando o balanço, enjoy the ride é mesmo o melhor. Cada vez que a certeza se instalava, lá vem a vida, digo neve, com um humilhante trambulhão. Limpa a cara, põe-te de pé, há mais pela frente.

Começou bem o dia, no meio do cinzento das alturas não ver para onde ir lançou-me na frustração. Ao "tapete" também, mas sempre pronto a engolir o orgulho para mais uma, as quedas voltaram-me a lembrar que é o depois, o reagir. Comecei a aperceber-me que ou sim ou sopas, certeza. Vontade. Dizem-me ainda os pulsos: não há nada como cair para aprender:) E no processo de tanta subida, caída, descida, caida, o corpo fortalece. As pernas são obrigadas a reagir, o estímulo é grande. Venham 2 dias de aprendizagem e imersão. Merci pelos conselhos, técnica apurada. Muita risota, sol e companhia deram o mote para um salto qualitativo na minha pouca experiência. Vistas incríveis, panoramas de sítios muito desabituais, o olhar lá bem de cima e ver que vencer-me em cada descida é uma sensação muito cool. O instinto "pica" aqui e ali, mas a sensação de conseguir desfrutar cada curva e inclinação é um prémio bom demais.

Sol e fim de semana magníficos.


Monday, March 2, 2009

Agusta, me gustas!

Agressiva, imediata, poderosa, musculada, brusca, cheia de carácter. Pões em sentido, és temperamental e ruidosa, só fica a pena de não te ter explorado um "se" em estrada aberta. Ágil nos ângulos, muito precisa, brusca e exigente, acredito que não perdoarás facilmente descuidos de pouca experiência, a mão incauta que te mantenha à distância. Perigosa, quase... Shot de adrenalina do primeiro ir até á despedida. Tens uma posição estranha inicialmente, mas encontrei compensação na maneabilidade o que não tens no tamanho, não fosses Italiana! Estabilidade não deve ser o teu forte, mas quando se tem essa agilidade, o estável encontra-se. Também não é a 200 que fazes maravilhas, mas na leveza com que chegas lá... Estrada, montanha, cidade. Brutale!