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Wednesday, March 18, 2009

O após

Dou comigo a pensar em nada. Dou comigo a querer pensar em tudo, sensação de sobrecarga, o fim de semana levou-me para algo que senti a necessidade de fazer e trouxe-me exaurido. Sabia ao que ia, ainda assim passar pela vivência é bem mais real do que o pensar. Dói-me a cabeça, coração, o pensar, fui reviver outra e outra vez o que levei tempos a querer esquecer, para dar comigo a frustrar todo o universo que precede o “se”. Ou vários. Agora... estar. Nada.

Travessia até á cidade incubadora das novidades Europeias para me pôr numa tempestade de emoções contrastantes, antagonizantes, sentir novamente o limiar de cada vontade, despoletado por palavras ou simplesmente o estar presente ali, á frente. Drenado. Queria desligar simplesmente, a viagem não foi fácil e ter tido a calma de não enfiar o pé na cara do condutor da ligação com a cidade acabou por ser a melhor solução, para dar lugar á alternativa escrita que o espera hoje.

Fica a frustração de tudo o resto, embrenhada no prazer que por momentos foi rever um sorriso, sentir uma calma interior, estar ao lado de, rir com alegria partilhada, tocar outra vez, genuina e autenticamente. O passeio por todas as sensações revisitadas, o sofrer outra vez, o sentir e perceber porque e como. Estou “gasto”, sinto-me desproporcionalmente viajado, travessia de meses condensado em tudo o que foram 2 dias, cansaço de (re)viver em 2 dias. Intensidade que provavelmente não esperava. Foi necessário, foi bom, foi mau, estou contente, estou triste, estou perplexo, estou incrédulo. Exposto, não podia deixar de viver o honrar, dizer, pedir desculpa, entre gumes que me picam as lembranças que me trouxeram para o aqui.

Ben, cinema, conversas, deleite em sons de riso e levar das horas. A magia daqueles momentos que escreveram futuras memórias encalham na amargura das mazelas reavivadas, amálgama embrulhada em incerteza, insatisfação pelo que podia ter sido, sabido a meias. E é aqui que caio na minha armadilha, correndo o ciclo da repetição, admito. Mas gostei. Muito.

Friday, April 25, 2008

"I´ll be back"

O Universo (eu chamo-lhe isso) tem maneiras interessantes de trazer as coisas á realidade.

Foi uma pausa longa demais, quando se interrompe o hábito ele deixa de o ser e por vezes custa a ser re-introduzido. Pelo menos na minha cabeça não foi perdido, penso que vir até aqui largar uns pensamentos me faz bem e tenho sentido falta disso. Assumo a responsabilidade de não o ter feito mais cedo, talvez seja porque existam temas que não têm corrido tão bem como seria desejável e como tal sinto que falando deles a minha manifestação de negatividade atraísse mais do mesmo. Medos. É disso que se trata. Eu quero-os, a verdade acaba por ser essa. Não há coragem sem eles e não se desmistificam sem os confrontar. Step up! - Esta vem de Londres ainda.

Mas apesar disso, estou confiante. Tomei decisões, estou a caminho de conquistas que me inspiram e ao que parece aos que me rodeiam também, agi sobre essas frustrações, e essa sensação é algo que só se obtem no desafio e confronto, não no evitar. Acuso-me aqui de ter passado este tempo a tentar fazê-lo de uma forma consciente.

Em revista:
A minha internet continua por resolver. 3 encontros (em que os agentes da Telefonica teimam em marcar mas não comparecer) e muitos telefonemas depois, continuo com uma Livebox muito bonita e moderna em cima da mesa da sala espaçosa, que ajuda a compôr o ar do espaço habitacional daquela divisão. Tem um senão, é que continua a não cumprir a sua função, que é a de dar sinal de ligação, e estou agora sem ideia do que fazer ou a quem o fazer:)

Tenho uma queixa redigida contra a Phone House por não me aceitarem a declaração de roubo do tlm (documento emitido pelos Mossos de Esquadra, um dos orgãos de autoridade local) e pela forma como fui tratado na mesma loja, sendo acusado de que é um documento falso. Vou entregar a queixa na Defesa do Consumidor, pelo que valha ou não, ao menos faço-o. Entretanto, estou sem tlm aqui, incontactável fora do escritório e na eminência de ter que comprar novo aparelho do meu bolso.

Quero fazer um aviso ás massas nacionais. Não as culinárias, cujo slogan nos vem de tempos de infância ("O que é Nacional, é boooom..." - quase que ouço a música sobrpor-se á da que me sai dos headphones directamente para dentro dos ouvidos), mas ás outras massas. Aos Tugas! Pois aqui fica:

CUIDADO com o que dizem nas lojas Phone House, podem ser "acorrentados" ás vossas palavras numa lingua que não é vossa e as consequências podem ser no mínimo irritantes! MUITO CUIDADO, escolham bem as palavras porque não terão direito a 2ª chance. MUITO cuidado com os seguros que vos apresentam como sendo de extremo benefício e interesse, pois quando precisarem deles, pode muito bem ser que não vos valham de nada! Quem vos amiga, vosso avisado foi! - Ou algo assim:)



Para terminar, ontem ao fim do dia recebo nova correspondência da Intrum Justitia (cujo nome não deixa muito lugar á interpretação, com os avançados conhecimentos de Latim que possuo) com um aviso de medidas extremas por falta de pagamento de uma conta da Orange que bem se podia chamar Pillage (Pilhagem, em "amaricano").



Liguei imediatamente para a mesma instituição, e ofereci um valente desentope-tímpanos à pessoa que me atendeu, que finalmente acedendo aos "arquivos" se deu conta de que a referida dívida foi saldada há mais de 2 meses, cujos comprovativos fui eu caçar ao Santander e á Orange (que diga-se de passagem têm um excelente grau de comunicação - "not!"), e que lhes tinham sido enviados 2 vezes por fax pela minha honorável pessoa. Pois interessante como continuo a ser admoestado com avisos, a mais no sentido de evitar medidas extremas, imagine-se!

A estratégia dos serviços espanhóis primam pela ineficiência e interdesorganização, apostam na contínuo desgaste do utente, esperando que este se canse de fazer a sua "birra" e eventualmente vire costas, já sem forças para lutar contra os obstáculos criados no processo de solução dos seus problemas... Sinceramente estou desapontado com tudo isto (secalhar por encontrar tantas semelhanças com os nossos próprios), mas por algum motivo ter respondido e tomado acção em relação as estas 2 últimas situações parece ter-me levantado o moral. Acordei bem disposto, desejei bem ao mundo, voltei a acreditar que estamos cá para fazer algum bem, absorvi uns raios de sol ao sair de casa e pús-me a caminho de mais meia hora de leitura no metro.

Será tudo isto inspiração amorosa? :) ... Um fim de semana em Bruxelas pode muito bem estar na origem de tal optimismo, o que é facto é que numa nova fase surgem-me (-nos) também obstáculos que têm dias parecerem mais cinzentos que o clima da cidade. Surpreendeu-me o ar... "rude e crú" ("Deus" me perdoe primeiro a mim por tão vil e superficial afirmação, e depois aos próprios habitantes pela sua genética) de uma boa parte das pessoas que encontrei por aquelas paragens, pois lembraram-me alguns filmes que remetem para as tabernas medievais de tempos idos dos 1800:) Nada contra os mesmos, esta não passa mesmo de uma primeira observação e desprovida de qualquer juízo ou sequer validade estética, mas foi o que me passou pela cabeça ao percorrer com a Joana rua abaixo o centro de Namur! Fiquei também impressionado com as fachadas que misturavam o pitoresco da herança cultural da cidade e as mais refinadas delicatessen das modernices e do neo-tradicionalismo pasteleiro e produção biológica. Lugar sempre para o belo do Azeite Português que deu origem a uma conversa animada sobre o nosso património gastronómico tão famoso e rico:)










Sunday, December 2, 2007

Time flies



3 últimas semanas muito interessantes. No que a trabalho diz respeito principalmente, uma vez que tenho estado de férias do mesmo grande parte do tempo. Uma semana muito bem passada nesse frio e interessante "berço da Europa" chamado Bruxelas, onde por muito civismo que haja, se estaciona com a técnica do "toquezinho":) Afinal não estamos tão mal no que a condução diz respeito. Um saltinho a Paris para subir á Eiffel e ter uma vista única da cidade e da vida que nas suas veias corre. Excelente companhia, tempo bem passado, passeios, corridas matinais pelas veias europeias e um reportório fotográfico que atesta o bem estar sentido e proporcionado pela estadia em sítios muito confortáveis. Variedade gastronómica, muita galhofa, conversa, tempo para um par de filmes, definitivamente 10 dias muito bem desfrutados. Retrospectiva sobre uma série de prioridades e a vida em sí. Obrigada JMOA, you rule! :)

Passou tão pouco tempo e no entanto tanto se tem passado. Vieram também visitas de Albufeira, conhecer a bela Barcelona e as suas facetas nocturnas e diurnas. O trabalho tem sido pródigo em notícias e novidades, actividades, e no entanto... 3 semanas apenas.


















As pessoas, essas têm sempre a capacidade de nos supreenderem. Umas mais outras menos, mas quanto mais se pensa que se conhecem, na verdade mais sujeitos estamos á sua (im)previsibilidade. É bom certamente, o elemento surpresa traz consigo variedade ao dia a dia quando menos espero / esperamos. No meio de tudo isto, o tal sonho esquisito... já não é tanto. Bom, só a minha Mãe ainda não engravidou. Seria o cúmulo da previsão!

Fim de semana calmo até aqui, tempo de pensar neste futuro que resta do 2007 e no que se quer para 2008. Mais uma vez, a futilidade dos planos alimenta a incerteza de cada dia. Pois é que nos guiamos pelos nossos sonhos, mas chega um momento chega que dá a volta a toda a minúcia e cuidado com que se foram fazendo. Ainda bem, digo eu. Isto é vida, não é matemática. Que me perdoem os matemáticos, não pretendo retirar a beleza da mesma, mas simplesmente não tenho olhos para ela. Diz quem sabe que ela está lá.

Vou continuar o domingo, há trabalho a concluir. Até logo, Mundo.