E de repente senti-me a derrapar, calores súbitos, faltaram-me as palavras, "aaa"s prolongados, consulta de apontamentos, até que... aí está ela, com uns segundos preciosos, desviando o olhar até sí. Surge a bendita pergunta - apercebi-me a meio da hora que esgotei o conteúdo e se não há um princípio de conversa, isto vai ficar feio. Desconforto interior que aparentemente não passou para fora! Fluido a partir do momento em que o rol de perguntas se lança para a acção dos intervenientes. Hoje apanhei este susto, pensava que não corria o risco de me acontecer, mas a verdade é que esteve á beira... já não me sentia assim há algum tempo, afinal uma apresentação também pode ser difícil.
Mais recordes! Mais projectos muito bem sucedidos, AOVS, CRs, CTRs - e outros acrónimos que me dão ar de téncnico da coisa - acima da média e festa da boa nas minhas costas, para celebrar uma semana em que o contingente Europeu deu uma valente ass Whoop nos US!!!! Parabéns a todos, ou assim diziam os mails.
Prenda de Natal adiantada e segurança reforçada, pelo menos dessa multa, estou livre. E levo as pontas dos dedos tapadas - LOL!! Aproxima-se um momento histórico, posso estar a horas de finalmente ter. Pode ser que. Tudo leva a crer. Mas os fogos estalarão (bonito som) a seu devido tempo. Tic tac, tic tac...
Friday, November 28, 2008
Wednesday, November 26, 2008
The weekend walk
Bons dias Mundo, e benvinda seja a nova semana cheia de energia! Aproveite-se o momento em que me apercebo de facto das parecenças dos nossos países, para redigir umas palavrinhas enquanto se espera que o suporte técnico dê sinal de vida para além... dos 11 meses! Realmente não há como um povo latino para pôr um pouco de paixão, calor humano, intensidade e muita pasmaceira na complacência no dia a dia que se vive nos serviços ao público. Demasiada parecença traduz-se na pouca distância que separa os nossos países. "Eles" dependem dos sul americanos e equatorianos, "nós" dos de leste. São os "guiris", os que vêm roubar postos de trabalho aos de "cá", que não param de chegar, que se excluem socialmente e que são cada vez menos benvindos. Mas é neles que pomos o tecido de que se faz o país, neles se delegam as tarefas que nos dão trabalho a nós e deles se pedem responsabilidades cada vez que corre alguma coisa mal. Fenómeno interessante, tradução das manias e historinhas que inventamos para tapar as nossas próprias insuficências apatias.
-Aleluia-
"Don´t let´em take the fight outta you", não desisto de lutar com a Orange e mais 40 minutinhos de conversas parecem-me terem sido uns passinhos na direcção certa. O operador, empático com a minha causa, não percebeu como pude esperar este tempo todo por um serviço que se publicita como rápido e práctico, que tem sido tudo menos isso. Ao menos percebeu o que de facto se passa, abre uma nova incidência e... cá estamos. Pergunto-me se será possível ou se isto é tudo um "apanhado para a televisão". Quem espera sempre alcança, provérbio que provavelmente não tem equivalente em Espanhol. Na verdade é um problema meu, não da Orange, muito simplesmente posto. Este, ainda não o deixei ir.
Um pouco de tudo, vou fazendo malabarismo com este e aquele assunto, não deixando cair nenhum. Continua a curiosidade de saber como se resolvem os assuntos mundanos em países conhecidos pela sua organização, resposta a descobrir num amanhã mais ou menos amiúde.
Gosto cada vez mais dos pedonais citadinos de fim de semana, passando pela Gracia vem-me á cabeça a expressão "é pai para todos":) A um quarteirão vejo uma manifestação a decorrer em pleno catalão, que se faz ouvir num megafone distorcedor dos gritos da malta que com cartazes ilustra a vontade de reinvindicar algo contra qualquer coisa. LOL - o pormenor com que descrevo este assunto dava certamente uma boa introdução para o Ricardo Fedorento, com escárnio á mistura, aqui e ali. Concertos, passeios, manifestações, tendas, concursos, praças propícias ao devaneio, bares interessantes, punks, skaters, miudagem e imberbes vários que populam as ruas. De sí vivas e impregnadas de um espírito claramente bairrístico, embora sejam pouco conhecidas, mas sem dúvida movimentadas.
Lojas que me faltavam conhecer e nota feita para mais tarde visitar novamente, á volta de um bom trajecto que já me traz cansado para um almoço merecido.
-Aleluia-
"Don´t let´em take the fight outta you", não desisto de lutar com a Orange e mais 40 minutinhos de conversas parecem-me terem sido uns passinhos na direcção certa. O operador, empático com a minha causa, não percebeu como pude esperar este tempo todo por um serviço que se publicita como rápido e práctico, que tem sido tudo menos isso. Ao menos percebeu o que de facto se passa, abre uma nova incidência e... cá estamos. Pergunto-me se será possível ou se isto é tudo um "apanhado para a televisão". Quem espera sempre alcança, provérbio que provavelmente não tem equivalente em Espanhol. Na verdade é um problema meu, não da Orange, muito simplesmente posto. Este, ainda não o deixei ir.
Um pouco de tudo, vou fazendo malabarismo com este e aquele assunto, não deixando cair nenhum. Continua a curiosidade de saber como se resolvem os assuntos mundanos em países conhecidos pela sua organização, resposta a descobrir num amanhã mais ou menos amiúde.
Gosto cada vez mais dos pedonais citadinos de fim de semana, passando pela Gracia vem-me á cabeça a expressão "é pai para todos":) A um quarteirão vejo uma manifestação a decorrer em pleno catalão, que se faz ouvir num megafone distorcedor dos gritos da malta que com cartazes ilustra a vontade de reinvindicar algo contra qualquer coisa. LOL - o pormenor com que descrevo este assunto dava certamente uma boa introdução para o Ricardo Fedorento, com escárnio á mistura, aqui e ali. Concertos, passeios, manifestações, tendas, concursos, praças propícias ao devaneio, bares interessantes, punks, skaters, miudagem e imberbes vários que populam as ruas. De sí vivas e impregnadas de um espírito claramente bairrístico, embora sejam pouco conhecidas, mas sem dúvida movimentadas.
Lojas que me faltavam conhecer e nota feita para mais tarde visitar novamente, á volta de um bom trajecto que já me traz cansado para um almoço merecido.
Wednesday, November 19, 2008
Monday, November 17, 2008
Revelations
Uma vez mais, começa por uma decisão que traz uma acção:) As "revelações" (por agora chamo-lhes assim), parecem magicamente dar respostas ás perguntas e ás questões, as dúvidas, olhando-as com a perspectiva de mim mesmo. Pouco mas naquela direcção que procurei, á medida que estou pronto para as aceitar, elas surgem e trazem outro degrau na escadaria daquela a que chamamos de experiência. No outro dia relembrei uma definição deveras interessante, sempre cíclica e aplicável: Good judgement is the result of experience. Experience comes from good judgement. Good judgement is the result of many bad judgements" - ou algo assim...
Das leituras encontro uma "câmara big-brother" sobre as minhas vivências, afinal são precisamente as mesmas que tantos outros viveram. O livro mostrou-se antes, poderia ter aprendido mais cedo. Para tudo a sua razão, de maneira que agradeço o presente trazer-me o saber, quem sabe o aprender, realmente somos de planetas diferentes e temos linguagem distintamente igual. Ou igualmente distinta. Ou... tenho o cérebro frito! :)))
Está na altura de dar corda para mais uma citadina, test drive ao novo equipamento.
Das leituras encontro uma "câmara big-brother" sobre as minhas vivências, afinal são precisamente as mesmas que tantos outros viveram. O livro mostrou-se antes, poderia ter aprendido mais cedo. Para tudo a sua razão, de maneira que agradeço o presente trazer-me o saber, quem sabe o aprender, realmente somos de planetas diferentes e temos linguagem distintamente igual. Ou igualmente distinta. Ou... tenho o cérebro frito! :)))
Está na altura de dar corda para mais uma citadina, test drive ao novo equipamento.
Friday, November 14, 2008
Ruas com histórias
Fim da semana, quer-se há uns dias. Uma cheia de pouca variedade mas preenchida com vontade e afinco. No habitual percurso Ravalesco numa destas noites esticadas pelo trabalho, paro uns minutos para escutar, enquanto arrumo calmamente o troco da água. O dia está no fim afinal. Á medida que merceeiro me conta os pormenores de como se detecta dinheiro falso, vou-me apercebendo que esta zona se presta a testes de vários tipos, e os mais incautos dão por sí a fazerem de cobaias. Ainda não me decidi a considerar esta zona segura, mesmo passando por ali quase todos os dias, apercebo-me de cada vez, dos lamentos interiores das caras desgastadas que povoam as esquinas e paredes desta passerelle de vidas mal contadas e sotaques nada locais.
Na sua colecção de atractivos para um "público" que vai de membros da Al-Qaeda a estudantes e turistas com um bocado de tudo pelo meio, por algum motivo sei que passar ali é uma maneira de me lembrar do fácil que é para alguns, do escuro que é para outros. De que faltam minutos para um treino. De que há uma realidade tão diferente a metros dali. De que posso estar agradecido. Do início. Do wok. Absinto. Das pessoas, das minhas. Do apartamento. Das fotos. CD MM. De Barcelona. Lembrar, apenas:)

E por contraste (novamente), para me trazer á realidade sólida e concreta do momento imediato, cravejada da atenção que requer, tenho o trajecto motorizado até ao escritório, que é um teste também em sí, a cada semáforo. Já começo a ganhar reflexo de olhar para trás antes de abrir o verde, não vá levar com outro louco que contou que se arranque assim que o peão começa a piscar. Chico Espertismo que põe o nosso próprio em cheque. A impaciência citadina de ganhar mais uns cms á parva. Acalmada pelo trajecto de volta ao fim do dia, que é sempre agradável. Gosto muito de passar pela Sagrada. De manhã e ao cair da noite, de cada lado e em cada sentido:) Pequenino e devagarinho, vou eu olhando para a "rocha" contrastada pela iluminação nas suas infinitas rugas, tal e qual castelo de areia molhada gigantesco. Bolas, que é magnífico!
Está aí a neve, o como, o(s) grupo(s), e mais importante, a vontade de ir afocinhar no frio!
Na sua colecção de atractivos para um "público" que vai de membros da Al-Qaeda a estudantes e turistas com um bocado de tudo pelo meio, por algum motivo sei que passar ali é uma maneira de me lembrar do fácil que é para alguns, do escuro que é para outros. De que faltam minutos para um treino. De que há uma realidade tão diferente a metros dali. De que posso estar agradecido. Do início. Do wok. Absinto. Das pessoas, das minhas. Do apartamento. Das fotos. CD MM. De Barcelona. Lembrar, apenas:)

E por contraste (novamente), para me trazer á realidade sólida e concreta do momento imediato, cravejada da atenção que requer, tenho o trajecto motorizado até ao escritório, que é um teste também em sí, a cada semáforo. Já começo a ganhar reflexo de olhar para trás antes de abrir o verde, não vá levar com outro louco que contou que se arranque assim que o peão começa a piscar. Chico Espertismo que põe o nosso próprio em cheque. A impaciência citadina de ganhar mais uns cms á parva. Acalmada pelo trajecto de volta ao fim do dia, que é sempre agradável. Gosto muito de passar pela Sagrada. De manhã e ao cair da noite, de cada lado e em cada sentido:) Pequenino e devagarinho, vou eu olhando para a "rocha" contrastada pela iluminação nas suas infinitas rugas, tal e qual castelo de areia molhada gigantesco. Bolas, que é magnífico!
Está aí a neve, o como, o(s) grupo(s), e mais importante, a vontade de ir afocinhar no frio!
Wednesday, November 12, 2008
Way to go
Pushing in the right direction, focusing on key factors has made everyone aware of working smarter instead of harder since the last meeting. - Which doesn´t in any way take from the fact we´ve been busting our asses off these last few weeks, and there´s stats to back that up too. Harder is definitely not out of the equation, but there´s a sense that going out on a hunt with a shotgun will probably bring less deers down than targetting them with riffle.
Excellent results all through out EU, as far as record days, resulting in record weeks. A temporary stale seems to be a good base camp to regroup, as new meetings, brainstorms and idea discussing gatherings take place, in order to feed off of each others mindsets and perspectives. The latest slides prove that if pride was a sin, I´d very likely be down on my knees, at least on the inside. But along with the whipping, I´d also tap my back heheheh.
Off to another night session.
Excellent results all through out EU, as far as record days, resulting in record weeks. A temporary stale seems to be a good base camp to regroup, as new meetings, brainstorms and idea discussing gatherings take place, in order to feed off of each others mindsets and perspectives. The latest slides prove that if pride was a sin, I´d very likely be down on my knees, at least on the inside. But along with the whipping, I´d also tap my back heheheh.
Off to another night session.
Tuesday, November 11, 2008
Night session
Dias e noites preenchidas com trabalho, com amigos, comigo, com ideias e música, com introspecção e tempo para quase tudo, até para não dormir. A meio de uma corrida noctívaga dou-me conta que não sei exactamente onde estou, mas está tudo bem, o fiel i-Achiever continua a ritmar-me a passada, pondo banda sonora em cada rua por onde passo. Ask and you shall receive, ao sair de casa tenho o trajecto desenhado na cabeça, sabendo de antemão que o tempo que este trajecto demora fica aquém do orçamento energético de que disponho. Assim penso para os meus botões (ou laços) que seria interessante perder-me, ao menos assim sou obrigado a correr um bocado mais que aquele caminho que conheço e... e sempre esvazio um bocado a cabeça do que me percorre para me ficar no esforço e disciplina para encontrar o caminho de volta e usar mais um pouco de reservas.
Gosto de correr na rua, o tempo passa mais rapidamente do que numa passadeira. O esforço é mais real, "custa" menos mas tem mais impacto calórico. O declive, os semáforos, as poucas pessoas que se vêm nos passeios a essa hora e inclinação das ruas, trazem todos uma variedade que não se replica no ginásio. E ao acabar estou em casa.
Perder-me tem as suas vantagens, no processo de encontrar-me passo por sítios que não conheço, onde não estive e com sorte encontro ex-colegas pelo caminho. Com a vantagem acrescida de que sou eu que me vai levar de volta, depende de mim apenas correr mais uma rua até ao seu fim, passar outro bairro, chegar a outra esquina, voltar a ganhar coordenadas ou perseverar numa solução, muito simplesmente. Não vale pedir ajuda, correr é o objectivo:) Importante não parar por muito tempo, manter ritmo cardíaco e re-avaliar a cada esquina. Uma metáfora, em boa verdade. Porque quem procura sempre alcança. Foi um bom treino, foi uma boa noite, dormi melhor.
Recomenda-se o uso frequente para efeitos duradouros, utilizado em conjunção com Welcome to the Cruel World eleva niveis "serotonínicos" acima do normal.
Gosto de correr na rua, o tempo passa mais rapidamente do que numa passadeira. O esforço é mais real, "custa" menos mas tem mais impacto calórico. O declive, os semáforos, as poucas pessoas que se vêm nos passeios a essa hora e inclinação das ruas, trazem todos uma variedade que não se replica no ginásio. E ao acabar estou em casa.
Perder-me tem as suas vantagens, no processo de encontrar-me passo por sítios que não conheço, onde não estive e com sorte encontro ex-colegas pelo caminho. Com a vantagem acrescida de que sou eu que me vai levar de volta, depende de mim apenas correr mais uma rua até ao seu fim, passar outro bairro, chegar a outra esquina, voltar a ganhar coordenadas ou perseverar numa solução, muito simplesmente. Não vale pedir ajuda, correr é o objectivo:) Importante não parar por muito tempo, manter ritmo cardíaco e re-avaliar a cada esquina. Uma metáfora, em boa verdade. Porque quem procura sempre alcança. Foi um bom treino, foi uma boa noite, dormi melhor.
Recomenda-se o uso frequente para efeitos duradouros, utilizado em conjunção com Welcome to the Cruel World eleva niveis "serotonínicos" acima do normal.
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