Sunday, February 22, 2009

Ctrl+C, Ctrl+V

Tornou-se uma nova vaga de forwards e chain mails, enviar mails / hi5 / msgs a toda a gente que conhecemos, que não conhecemos, contactos dos amigos, desde que seja na maior quantidade possível. Titulos como o “Vou-me suicidar”, “Estou apaixonado”, “Tenho um cancro terminal!”, “Matei os meus filhos”, tornam-se alarmantemente vulgares e comuns nas nossas mailboxes. Dura a velocidade de um click, todo este empolgamento. uma vez aberto o mail, rapidamente se desfaz a ilusão na brincadeira que se pregou.

Precisamos desesperadamente de direcção, como espécie. Deixamos cair no mundano e total inutilidade, todo o esforço que levámos anos a fio a acumular em prol do desenvolvimento tecnológico, que sub-utilizamos para a mais pequena busca de significância ou prazer momentâneo. O meu Blackberry, o meu GPS, o meu computador com um Outlook XZ30.020 que organiza, sistematiza e planifica cada minuto do meu dia para que eu não tenha que o fazer (e para ter tempo suficiente para enviar estas msgs). Criamos rotinas e tarefas diárias no novo Microsoft Windows 400 para “poupar tempo”, temos casas inteligentes que nos permitem viver mais e melhor com as nossas famílias. Criámos sistemas automatizados, demos vida a rôbos q funcionam a luz solar, temos o carro mais rápido e económico... etc. No entanto, de qualidade de vida continuamos todos á procura…

Há esta busca que se tornou desesperada, na esperança / ânsia de algo nos injecte alguma emoção, de conseguirmos despertar deste apático e letárgico dia a dia que levamos. De que haja uma resposta do lado de “lá”, de conseguir um bocadinho de atenção - nem que seja a preço de queimar a confiança das pessoas que nos rodeiam. De passar por estúpido ignorante, o qual inevitavelmtente nos tornamos um pouco mais, cada vez que prolongamos a vida a este tipo de mails, ao passá-lo ao que vem “atrás na fila”.

Esta nova mania é um capítulo já conhecido, uma repetição constante da história do Pedro e do Lobo, que inevitavelmente acabará algum dia por não surtir qualquer efeito no momento em que verdadeiramente nos fizer falta a ajuda de alguém. Alguém distante, familiar, próximo - ou simplesmente humano – alguém que nos acuda no momento de aflição. Alguém que nos ajude a afugentar o lobo. E nesse dia, gritaremos em pranto, choraremos o ninguém chegar em auxílio, amaldiçoaremos o vizinho por não responder ao SOS..

Nesse dia, ele estará completamente des-sensibilizado, inerte, passivo. Pensará que é apenas mais uma brincadeira, outro grito bem entoado mas falso, lançado para passar o tempo e despertar algum tipo de emoção, porque esta vida que levamos já não nos dá muita. Valha-nos o Big Brother, e todas as outras formas de 5 minutos de fama, já deixámos de conseguir obter prazer pelo preenchimento da nossa própria vida. Recorremos ás carreiras instantâneas de todos os heróis de barro que construímos na maior pressa, para que nos dêem eles o que nós somos incapazes ou a que não nos atrevemos. Recorremos á sublimação do eu com maior facilidade do que nunca, sem nos apercebermos que apenas se alarga o vazio que nos enche o interior.

Pois então, digo que se tome um pouco de autoria e originalidade, que se personalizem os titulos e se juntem alguns dos nossos próprios. Em vez de falsidades, atrevamo-nos a mandar verdades! Mandemo-las a toda a gente!
Experimentem com: “Socorro, estou vazio por dentro!”, ou “Ajuda-me, não sei viver”, “Não consigo dar significado á minha existência”, “SOS! Não conheço os meus filhos”, “Estou a coçá-los enquanto espero pela hora de saída”, “Atrofiei-me ao ponto de não ter imaginação”. “Um mamífero marino é mais completo do q eu”, “Neste Natal quero uma lobotomia”.

A ti, que te chega este mail agora, tenta compreender que nada isto é pessoal, nada disto é contra ti, não é que eu esteja chateado contigo. É apenas uma chamada de atenção, um abrir de olhos para o que todos nós estamos a fazer todos os dias em que cá estamos. Toma-o como despertar e consulta a tua “base de dados” interior, confere a tua lista de prioridades. Pensa bem nisto, tens uma inteligência superior a qualquer outra espécie neste planeta. É mesmo assim que a queres aproveitar, é assim que passarás os teus dias, a passar estes mails? Se te fizer sentido o que te digo, sentirás a razão pela qual te escrevi isto. Farás o que achares, tomarás ou não uma ou algumas decisões sobre como e o que queres fazer c a tua vida.
Se não fizer sentido, bom... então boa sorte.

Saturday, February 21, 2009

Os anciães sabem qualquer coisa

"If this state of karmic denial were a place, we´d all own time shares there. But it isn´t a place, it´s a view - "What about me?" We are fearless in putting ourselves first. We fearlessy get mad, we fearlessy get jealous, we fearlessy feel proud. "What about me?" is the attitude of paupers and fools. It´s like not being afraid of bacteria. Either we don´t know about infection or we think we´re immune to it, so we don´t wash our hands or clean our wounds. We are fearless because we are ignorant. We´re ignoring how karma works."

Em breves momentos como os que me deram casa ontem, redescobri o simples mas imediato e profundo bem estar que é ESCOLHER deitar-me estar sobre o edredon de barriga para baixo. Como se em harmonia cósmica, as letras que leio desmbrulham um presente que foi o agora de então - senti-me muito bem, pela calma de ali estar a fazer o que lia. Necessitar tão apenas e só de tudo aquilo que neste preciso ponto no tempo de existência, tenho á minha volta. O Tigre, é o Tigre. O seu inerente e sábio discernimento sobre si mesmo, esse agora a que constantemente... não digo obedece, digo... exerce.


Wednesday, February 18, 2009

"You look like Johny Bravo!"

E começa o dia com um cafézito acompanhado por umas gargalhadas. Não foi a 1ª vez, não há-de ser a última, além disso gosto desta cera:) Semana a meio, pensamento cheio. Gotta relax um bocado, a última leitura de metro vem a propósito, na altura certa. Li mais fora que dentro, hoje deve ter havido falta de maquinistas ou excesso de passageiros, de qualquer das maneiras fui encostado ás portas a processar as linhas lidas antes da entrada, estas viagens têm-se tornado em pequenas aulas privadas, devo admitir que estou a gostar de deixar a mota até ver que se vai passar depois do 5º dia útil. Descalço-me.

O treino de ontem foi motivado, gosto de aperceber-me de alguns olhares que mandam pontos de interrogação cá para este lado e ainda mais da curiosidade expressa, . Estou a ganhar ritmo e estampa, vai no caminho que quero e está-me a dar tremendo e suado gozo percorrê-lo.

Pequeno momento no almoço de duplo prazer, ao revisitar na memória os meandros desta história, ri-me ao lembrar, ri-me do falar. Definitivamente "quem é aquele senhor que está ali no espelho?!":) Tanta coisa boa. Aprende. Prepara-te.
Hoje vais outra vez aos arames, here comes the pain!

Thursday, February 12, 2009

Enganchado

"Each Day is a gift, not a given"



A música deles dá-me prazer, dá-me vontade, dá-me pica... faz-me mais sentido a cada vez que os volto a ouvir. Ontem foi um presente, uma lembrança. O poder ter o hoje á minha disposição, sorrir e simplesmente andar. Por mim, contente. Ao sentar-me dei por mim a prestar atenção ás palavras que até o agora de então não teriam sido mais que o som do refrão. De repente o significado coincidiu o momento, apanhou-o. Caramba.

Dos momentos que me chegam ao ser, este ainda vai a caminho. Mas há-de lá bater à porta. Merdas e chatices, discussões e situações, não valem o tempo que ocupam, a factura é alta demais, em grande parte das vezes, demais fica por dizer ou fazer. A dádiva de um dia novo é preciosa, as pessoas que nos cruzam a vida importantes para lá da compreensão imediata. Não nos apercebemos a não ser nesse segundo em que não temos, não há, já não dá. Tivesse sido o que pareceu, lá vinha ele, o arrependimento. A resposta á pergunta do formulário de há dias fez sentido na corrente das sensações que têm fluido, um acordar com um som bem conhecido demais substituiu o despertador. A visão desde a janela avisou. Ou não, disse-me ela.

Não sei que me frustra mais. Disto que me foi esquecido há dias para escrever, lembro-me agora. Se não conseguir, se não conseguir mostrar o que consigo. Uma reunião lembra-me do dilema, uma paixão do problema. Do tema, a frustração.

Um presente, um sorriso. O resto. Vou-me daqui.

Sunday, February 8, 2009

Há muito tempo

...que não sentia assim, que não escrevia tão longamente, que não lembrava dias vividos, que não me sentava a pensar no que foi, que não pensava em mim de fora a partir de dentro, que não sentia umas perguntas desta maneira, que não pensava no que fazer a seguir. Que não via um louro á procura do seu quem. Numa semana que trouxe mais sensações conhecidas e novas, revelaram-se os primeiros passos de um desafio que não se fez apresentar até há uns dias e que está por resolver desde (o meu) sempre. Seja benvindo, pelo que vier. Tinha que ser capicúo o momento, á semelhança de um Infante lembrei-me, que parece não poder ser mais evitado. Vai ser esquisito, vai ser incómodo, enfrentado, vai ser... eu.

1º fim de semana comigo e para mim desde o novo Ano, vieram-me à ideia conversas tidas à mesa com uma amiga no princípio do Janeiro. Eu dizia que teria sentido eu dar alguma coisa neste blog, oferecer pelo oferecer. Respondeu-me que pelo que viu é precisamente isso que fazem estes bocados de mim. Pode ser, digo agora.

Manhã levantada para cima da passadeira, onde o esforço suado costuma encontrar a limpeza e clareza que lhe segue o rastro. O Mirablau está-se a tornar um ponto do meu encontro, bebendo quentes goles de perguntas que se espalham pelo ar que dá céu á cidade e pintam um quadro de cores diferentes cada vez que para ele se olha.

As últimas leituras têm sido de estudo. Na sabedoria da simplicidade absorvida entre paragens e corredores que levam à página seguinte. Maneira proveitosa de reverter cada viagem até ao escritório numa pequena sessao de saber, descartando as pressas e olhares desviados:)

Vou dar uma mirada.